O que é design thinking afinal?

Na Eólica gostamos muito da abordagem do design thinking e a usamos em muitos de nossos projetos. Cada vez mais, empresas, clientes e amigos tem mostrado interesse no tema e buscam entender o que esse termo significa.

Decidimos trazer para vocês um pouco mais sobre essa abordagem, como ela funciona e o que ela traz de benefícios para os projetos.

O termo foi criado pela IDEO, consultoria de inovação americana. Tim Brown, CEO e presidente da IDEO, define de forma simples e eficaz o tema:

“ Design thinking é uma abordagem para a inovação centrada no ser humano, que parte do kit de ferramentas de designers para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades tecnológicas e os requisitos necessários para o sucesso do negócio.”

Design thinking

O interessante dessa abordagem é que ela é uma poderosa ferramenta para descobrir oportunidades e chegar a soluções criativas para produtos, serviços, negócios e até mesmo para a sociedade.

Ícones da apresentação

No design thinking consideram-se alguns passos que se sobrepõe conforme a fase do projeto: imersão (inspiration), conceituação (ideation) e implementação (implementation). A imersão é a pesquisa para identificar desafios e oportunidades que inspiram a busca por soluções. A conceituação é o processo de gerar, desenvolver e testar ideias. A implementação é o caminho que leva o projeto para o dia a dia das pessoas.

Se você busca novas ideias, formas de se diferenciar e inovações disruptivas em seu projeto ou negócio, o design thinking com certeza é uma abordagem que pode ajudá-lo.

Quer saber mais? Entre em contato conosco!

 

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Lançamento do novo site e filme da Eólica!

A Eólica iniciou o ano de 2013 com muita energia criativa e muitos planos!

Queremos compartilhar esse momento com as pessoas que nos acompanham.

Como marco desta nova fase, está no ar o novo site da Eólica, no qual você poderá conhecer mais sobre o nosso trabalho, nossa metodologia, nossos projetos, assim como as novidades. Trazemos também um vídeo que conta um pouco mais sobre o nosso dia a dia de trabalho.

Queremos agradecer ao Gabriel Matera, ao Flavio Spada e à toda a equipe Eólica pela dedicação nesses projeto.

Ficamos muito felizes com o resultado!

Categorias: Eólica

Projeto de pesquisa

A Eólica está fazendo um projeto de pesquisa e precisa falar com pessoas que morem nos bairros da mooca, ipiranga, cambuci, vila prudente e vila carioca.

Se você for morador de um desses bairros e puder bater um papo rápido com a gente na semana que vem, por favor, responda a este post, nos mande uma mensagem ou mande um e-mail para mariana.vidigal@grupoeolica.com.br.

Obrigada!!

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O mal de Rafael

Eu, Mariana Vidigal, uma das diretoras da Eólica, fiz pós em Ciências do Consumo, pela ESPM. Umas das aulas mais interessantes foi com o professor Romeo Deo Busarello, de marketing. Essa aula nos fez repensar muitos sobre nossos conceitos, quebrar barreiras e mostrar exemplos práticos e úteis no nosso dia-a-dia. Um dos textos dado em aula que mais impactou minha percepção sobre o mercado chama-se “O Mal de Rafael”, que fala sobre o uso da subjetividade e preferências pessoais na tomada de decisão.

Segue o texto na íntegra, escrito por Jaime Troiano, que originalmente saiu na Revista Consumidor Moderno:

O Mal de Rafael

Há pouco tempo, eu disse a um conhecido, o Rafael, qual era a participação de mercado aproximada da Coca Light. E ele me disse: “Jaime, não é possível, deve ser muito mais alta. Todo mundo que eu conheço toma Coca Light!” Fui obrigado a concordar: quase todo mundo que ele conhece toma Coca Light. Dentro do grupo social por aonde ele e eu andamos e o tipo de consumidor que conhecemos, de fato, Coca Light tem market share bem alto!

Os problemas começam quando profissionais de comunicação e marketing trazem ingênua e inadvertidamente essas verdades pessoais para o escritório. Enquanto Rafael continuar o trabalho que faz hoje e não incursionar nessa nossa profissão, estaremos protegidos contra suas crenças pessoais. Mas se ele um dia tentar a vida na área de marketing e comunicação – Deus queira que não! – aí teremos de nos preocupar com seus palpites.

Mesmo assim, o problema continua: o mercado tem ‘rafaéis’ em abundância. Muitas vezes eles têm visões pessoais sobre a experiência de vida de seres próximos: “Não é que meu filho seja uma amostra válida, mas…”. E aí vem a pérola sobre o amplo conhecimento deles a respeito de valores, visão de mundo e comportamento de consumo dessa geração. Outras vezes, eles partilham intimidades conjugais: ?Minha esposa fica irritadíssima quando vê esses comerciais em que o produto…?. Não é preciso muito esforço para imaginar o que vem depois: um rico painel de opiniões sobre como certos tipos de mulher reagem a certas propagandas, por exemplo. Além de filhos e esposas, podem ser a mãe ou os amigos íntimos do Rafael – nesse último caso, a idéia surge sempre durante um churrasco ou no retorno da ponte-aérea.

Brincadeiras à parte, arbitrariedade e subjetividade continuam sendo fonte inesgotável de idéias para definição de público-alvo nos trabalhos de marketing e comunicação das empresas. Essa visão etnocêntrica em marketing, vendo o mercado a partir da ótica pessoal e tribal do executivo, é bem freqüente – ainda que muitas vezes travestida de intuição (“algo me diz que…”).

No fundo, essa síndrome na escolha e caracterização do público-alvo tem duas fontes e traz pelo menos duas consequências negativas. O “mal de Rafael” nasce das seguintes fontes:

1. Um certo sentido de onipotência, comum em nossa profissão: um sentimento que nega de forma absoluta um princípio básico encontrado em qualquer cartilha de marketing: o único ser soberano em todo o processo chama-se consumidor. Ou somos capazes de nos despojar humildemente de impressões subjetivas e de entendê-lo objetivamente, ou estamos fritos.

2. A segunda é quase um espelho da primeira: ainda são baixos e irregulares os investimentos em estudos de comportamento de consumidor. Poucas empresas separam regularmente em seu orçamento verbas razoáveis para essa finalidade. Na maioria dos casos, nos sentimos como o pediatra que recebe uma chamada às duas da manhã porque um garoto está com 39 graus de febre. Febres e cataporas são meio inevitáveis, mas que tal visitar mais periodicamente o pediatra para entender melhor a saúde de seu filho?

A comparação pode não ser perfeita, mas a falta de estudos “profiláticos” e regulares sobre comportamento de consumidor abre um enorme espaço para as divagações e o uso indevido da pura subjetividade pessoal.

A boa notícia é que o “mal de Rafael” não só tem cura como é facilmente detectável em diagnósticos precoces!

- Jaime Troiano é diretor da Jaime Troiano Consultoria de Marca

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