AdBlock e o consumo de conteúdo na internet

O blog da Eólica está com mais energia criativa!

Traremos regularmente assuntos que dizem respeito às nossas atividades: de identidade visual a branding, da interface à experiência do usuário, da pesquisa à estratégia de negócios.

Estreamos a coluna falando sobre experiência do usuário e modelo de negócios em um site já bastante conhecido por nós: o YouTube.

Anúncios no YouTube (e aqui podemos utilizá-los como uma metonímia para anúncios na internet em geral) são motivo de debate, porque ao mesmo tempo que poluem páginas e janelas de vídeo, muitas vezes são responsáveis pela própria existência do conteúdo que atrapalham.

Trata-se de uma questão de experiência do usuário: os anúncios, com destaque para os pre-rolls, que aparecem antes dos vídeos e podem ser pulados somente após 5 segundos de exibição (e ainda há casos em que essa opção não existe), quebram o fluxo de uso que se espera ter ao requisitar um conteúdo online – recebê-lo imediatamente.

Uma resposta a essas interrupções é o AdBlock – uma extensão para navegadores web que bloqueia anúncios, impedindo-os de aparecer, inclusive aqueles pre-rolls do YouTube. Ou seja, sem vídeos antecedidos ou interrompidos ou mesmo sucedidos por propagandas. Vitória do usuário?

Aparentemente sim. Entretanto, é necessário vermos também outro lado dos vídeos: as pessoas que os fazem.

No vídeo My AdBlock Rant (algo como “Minha retórica sobre o AdBlock”), Hank Green, responsável pelo canais SciShow e VlogBrothers junto com seu irmão, o escritor John Green, explica que graças aos anúncios inseridos nos vídeos, diversas pessoas hoje podem se dedicar à geração de conteúdo para o YouTube. 55% da taxa paga pelo anunciante ao Google (dono do YouTube) vai para o uploader (a pessoa que subiu o vídeo para o site), porém essa transação financeira acontece somente se o espectador assistir ao comercial por pelo menos 30 segundos.

Uma das características maravilhosas da internet – e isso dificilmente será novidade para alguém – é a possibilidade de acesso a conteúdo, em uma variedade imensa de temas e níveis de profundidade. A questão levantada pelo Hank Green é como as pessoas que consomem esse conteúdo (de vídeos de gatos fazendo gracinhas a aulas de história ou química) se relacionam com aquelas que geram esse conteúdo. Ao nos depararmos com os pre-rolls, temos duas opções: assistir a 30 segundos de anúncio e assim permitir que o uploader receba alguns centavos de dólar, ou simplesmente pulá-lo, deixando o gerador do conteúdo sem remuneração. Ativando o AdBlock, vamos direto para a segunda alternativa.

Esse dilema pode ser fruto de um sistema de receita que ainda pode ser refinado. E se eu quiser aproveitar todo esse conteúdo em vídeo do YouTube, com, por exemplo, uma aula de história sobre a Rota da Seda do canal Crash Course ou com 3 minutos sobre porque Flappy Birds fez tanto sucesso do canal SciShow, sem comerciais, mas ainda remunerar os responsáveis pelos vídeos?

A resposta pode estar em um serviço recém lançado pelos próprios irmãos Green. O Subbable é um sistema que une os interesses dos usuários e dos uploaders por meio de um sistema de assinaturas: você paga o quanto desejar por mês (ou em um pagamento único) para assinar um canal gerador de conteúdo da sua escolha e assim ter acesso a algumas prendas e, sobretudo, o conteúdo sem anúncios. Desse valor, 5% ficam para o Subbable, 5% com a Amazon, que faz a transação, e 90% vai para o gerador do conteúdo.

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Essa plataforma se difere do financiamento coletivo tradicional (como o Kickstarter ou Catarse), por permitir aos geradores de conteúdo estabelecer um planejamento de longo prazo, dadas as entradas mensais, e, tão importante quanto, permite-lhes continuar a produzir os vídeos, que permanecem com acesso livre e gratuito no YouTube.

Por mais que a internet já exista há algumas décadas, ainda há caminhos de aprendizado e desenvolvimento sendo experimentados e construídos. A geração de receita, em diversas formas, é um deles. Os anúncios no YouTube são um indicador de direção, aos quais há o antagonismo do AdBlock. Por outro lado, existem iniciativas como o Subbable, que aliam idealismo com uma base concreta de pessoas interessadas, como os mais de 20 mil assinantes que sustentam o canal Crash Course.

Depois de bastante tempo refletindo e pesquisando para escrever esse texto, desabilitei o AdBlock do meu navegador e fiz minha primeira assinatura no Subbable, animado com a perspectiva de que ainda há muito o que se explorar em questão de experiência de usuário e modelos de negócio para a internet.

 

Por Pedro Ungaretti, designer na Eólica.

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Lançamento do livro “Hipóteses do Real”

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Amanhã acontecerá o lançamento do livro “Hipóteses do Real”, compilação de 40 anos de experiência de Héctor Vigliecca e equipe em concursos de arquitetura.

O lançamento do livro será na livraria da Vila dos Jardins, às 19h. Convidamos todos a conferir esse resultado incrível.

O Vigliecca & Associados é cliente da Eólica e nós desenvolvemos o projeto da nova identidade visual do escritório. A nova marca brinca com o espelhamento da letra A e V, representando a reflexão, sempre presente nos projetos do escritório.

A inserção da cor vermelha, traz contemporaneidade para a identidade. Confira o projeto da nova identidade visual do V&A em nosso site.

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O que é design thinking afinal?

Na Eólica gostamos muito da abordagem do design thinking e a usamos em muitos de nossos projetos. Cada vez mais, empresas, clientes e amigos tem mostrado interesse no tema e buscam entender o que esse termo significa.

Decidimos trazer para vocês um pouco mais sobre essa abordagem, como ela funciona e o que ela traz de benefícios para os projetos.

O termo foi criado pela IDEO, consultoria de inovação americana. Tim Brown, CEO e presidente da IDEO, define de forma simples e eficaz o tema:

“ Design thinking é uma abordagem para a inovação centrada no ser humano, que parte do kit de ferramentas de designers para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades tecnológicas e os requisitos necessários para o sucesso do negócio.”

Design thinking

O interessante dessa abordagem é que ela é uma poderosa ferramenta para descobrir oportunidades e chegar a soluções criativas para produtos, serviços, negócios e até mesmo para a sociedade.

Ícones da apresentação

No design thinking consideram-se alguns passos que se sobrepõe conforme a fase do projeto: imersão (inspiration), conceituação (ideation) e implementação (implementation). A imersão é a pesquisa para identificar desafios e oportunidades que inspiram a busca por soluções. A conceituação é o processo de gerar, desenvolver e testar ideias. A implementação é o caminho que leva o projeto para o dia a dia das pessoas.

Se você busca novas ideias, formas de se diferenciar e inovações disruptivas em seu projeto ou negócio, o design thinking com certeza é uma abordagem que pode ajudá-lo.

Quer saber mais? Entre em contato conosco!

 

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Lançamento do novo site e filme da Eólica!

A Eólica iniciou o ano de 2013 com muita energia criativa e muitos planos!

Queremos compartilhar esse momento com as pessoas que nos acompanham.

Como marco desta nova fase, está no ar o novo site da Eólica, no qual você poderá conhecer mais sobre o nosso trabalho, nossa metodologia, nossos projetos, assim como as novidades. Trazemos também um vídeo que conta um pouco mais sobre o nosso dia a dia de trabalho.

Queremos agradecer ao Gabriel Matera, ao Flavio Spada e à toda a equipe Eólica pela dedicação nesses projeto.

Ficamos muito felizes com o resultado!

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Feliz Páscoa

Páscoa, em hebraico “Pessach”, significa passagem. É tempo de renovação. Aproveite este momento para se renovar, faça diferente! A Eólica deseja a todos uma feliz páscoa.

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Feliz ano novo!

A Eólica deseja a todos um feliz ano novo! Que 2013 seja ainda melhor para todos vocês. Gostaríamos de compartilhar um texto que vimos da página do Tim Brown, CEO da IDEO, que pode inspirar todos nós sobre o design em 2013. Aproveitem:

5 Ways to Begin Designing Your Life in 2013

Great designers don’t just do design, they live design. Like them, we can learn how to practice design thinking principles both at work and at home.

As you start designing your life in 2013, here are five ways to begin:

1. Be optimistic, collaborative, and generative.

There’s something wonderfully gratifying about creating something new, whether it’s an award-winning design or a home-cooked meal.

2. Think of life as a prototype.

Conduct experiments, make discoveries, change as needed. Any process can be re-examined and tweaked. Look for opportunities to turn a process into a project with a tangible outcome.

3. Don’t ask “what?” ask “why?”

Instead of accepting a given constraint, ask whether this is the right problem to be solving.

4. Demand divergent options.

Don’t settle for the first good idea that comes to mind or seize on the first promising solution presented to you. Explore divergent options—and then set a deadline so you know when to move on.

5. Once a day, deeply observe the ordinary.

Make it a rule that at least once a day you will stop and take a second look at some ordinary situation that you would normally look at only once (or not at all). Get out in the world and be inspired by people.

Happy designing!

Tim Brown

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26º Premio Design

No dia 22 de novembro, O Museu da Casa Brasileira realizou a cerimônia de premiação do 26º Prêmio Design MCB. Foram 867  inscritos em oito categorias, com o objetivo de promover o design nacional.

Ficamos muito contentes em compartilhar que o projeto Pligg, que teve ativa participação das sócias da Eólica em seu desenvolvimento, ganhou menção honrosa nesta premiação. Além disso, o mesmo projeto ganhou ouro no concurso IDEA/Brasil.

Ambas as sócias da Eólica, trabalhavam na consultoria Gad’Innovation durante o desenvolvimento do Pligg. A Mariana Vidigal foi responsável pela coordenação de toda a pesquisa qualitativa realizada para o projeto, assim como condução e acompanhamento dos grupos de co-criação, junto aos públicos-alvo. Ela e a Nicole Unger, participaram também da consolidação da pesquisa e definição de direcionamentos estratégicos, tanto  para o serviço, quanto para o produto.

Na imagem ao lado,extraída do catálogo da exposição USE do Museu da Casa Brasileira, você poderá entender o que é o Pligg. A exposição ficará aberta para visitação até o dia 13 de janeiro de 2013.

Infelizmente, ocorreu uma erro nas informações divulgadas pela organização do  Prêmio Design, sobre a equipe participante do  projeto e por isso ficaram faltando alguns nomes na premiação. São eles: Mariana Vidigal, Beatriz Azevedo e Rafael Toledo.

Quer gerar insights para sua empresa ou necessita de suporte na concepção e desenvolvimento de um produto ou serviço? A Eólica pode ter ajudar, fale conosco!

Quer visitar a exposição? As informações podem ser encontradas aqui!

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Palestra da Eólica

Ontem, 30/08/2012, a Nicole Unger, uma das sócias diretoras da Eólica, palestrou no evento “Rodada de Empreendedorismo & Inovação”, do B.I. International. A proposta do evento foi apresentar um tema e abrir para a discussão com o público que estava assistindo as palestras. No total foram 8 palestrantes.


Ela abordou o tema Design Thinking, uma metodologia que parte das necessidades do consumidor para desenvolver serviços e produtos tanto em pequenas como em grandes empresas.

Quer saber mais sobre Design Thinking? Venha conhecer os projetos que desenvolvemos a partir dela. Entre no nosso site e descubra como a Eólica pode ajudar a sua empresa ou mande um email para contato@grupoeolica.com.br.

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