energia criativa


Saíram do forno: Embalagens criadas pela Eólica para GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE

Nessa terça feira, o GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE lançou uma nova forma de comercializar seguros, por meio de vending machines e totens, chamada “Família Sempre Protegida”.

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Marcos Ferreira, Presidente do BB MAPFRE nas áreas de auto, seguros gerais e affinities (FOTO: DIVULGAÇÃO – EPÓCA NEGÓCIOS)

“A ideia, inspirada nos cartões-presente, procura se aproximar da população brasileira que ainda não tem nenhuma apólice contratada, uma imensa fração de mercado de 90% no caso de seguros de vida e de 96% no de imóveis.” (Fonte: Exame.com)

Dessa forma o consumidor poderá comprar seu seguro no supermercado, no metrô, lojas parceiras, entre outros.

 

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A Eólica desenvolveu a identidade visual do projeto “Família Sempre Protegida”, assim como a sua linha de embalagens para o seguro residencial, viagem, automóvel, pet, celular e vida. Para facilitar o manuseio e pensando na sustentabilidade da embalagem, o GRUPO optou por embalagens no formato de caixas de DVD que podem ser reaproveitadas após a compra, tanto para guardar documentos quanto, no caso de famílias com crianças, servir para brincadeiras , já que a parte interna é ilustrada.

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Para entender mais sobre o projeto, acesse os links abaixo:

Site Revista Exame

Época negócios

Bol

Dci

Cqcs

Gironews

Categorias: Design, Eólica, Notícias, Projetos

Exposição Túnel do Tempo do Design Gráfico no Brasil

Recém mudada para São Paulo, tenho aproveitado os fins de semana para conhecer a cidade com programas turísticos, sempre que possível, relacionados a cultura e design. Foi exatamente isso que me levou até a exposição Túnel do Tempo do Design Gráfico no Brasil, no (belíssimo!) Sesc Pompéia, com a curadoria de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos.

Na exposição o visitante percorre mais de 200 anos de história, por meio dos artifícios utilizados por capistas, ilustradores, artistas e designers para representar ou transgredir suas épocas. É possível perceber de maneira muito clara o paralelo entre as linguagens utilizadas pelos comunicadores e o que se desenrolava naquele período.

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A linha se estende desde o início do século XIX até os anos 2000, já que, segundo os curadores, seria necessária uma exposição inteira dedicada a esses 14 anos para cobrir adequadamente o conteúdo visual produzido no período. Isso se deve, dentre outros motivos, à facilidade com que as ferramentas de edição e criação são encontradas atualmente, estando à disposição de quem interessar. E aí não pretendo entrar na seara das vantagens e desvantagens trazidas pelo acesso à tecnologia, para o design especificamente. Mas cabe aqui uma reflexão levantada pelo próprio Homem de Melo em entrevista à Folha de São Paulo (link aqui): “Cada vez mais o projeto começa e termina na tela”.

Livros são lançados em prateleiras virtuais. Músicos lançam seus álbuns em plataformas online, enquanto os discos físicos assumem papel de produtos de nicho. Cartazes, em sua maioria, são itens de colecionadores. Até no dia-a-dia aqui da Eólica, percebemos que alguns clientes já enxergam o impresso como um material destinado a causar um impacto maior sobre o consumidor final. Claro que a sustentabilidade agradece a utilização cada vez menor dos recursos naturais como suportes de comunicação. Mas, como um genuíno fruto dessa geração Y, consumidora assídua de conteúdo digital, confesso que ver todos aqueles pôsteres impressos em tamanho original, todas aquelas capas de livros na vitrine, que utilizavam recursos de impressão tão ricos e requintados para as épocas às quais pertenceram, fez brilhar meus olhinhos de designer e sentir nostalgia de um tempo que não vivi.

TÚNEL DO TEMPO DO DESIGN GRÁFICO NO BRASIL
QUANDO
até 26/10
terça a sábado, 10h às 21h
domingos e feriados, 10h às 19h

ONDE
Área de convivência do Sesc Pompéia
Rua Clélia, 93, São Paulo/SP

QUANTO
Grátis

Por Rafaela Calheiros, designer na Eólica

Categorias: Cultura, Notícias

Projeto de sinalização para a Bayer CropScience

A Eólica foi contratada pela Bayer para desenvolver a sinalização e comunicação visual dos escritórios da divisão CropScience, localizados no site de Socorro, em São Paulo.

O projeto desenvolveu uma sinalização eficiente e com elementos lúdicos, inspirados no trabalho dessa unidade de negócio, que engloba as áreas de proteção de cultivos, sementes e biotecnologia vegetal, além de soluções para o segmento de saúde ambiental. Dessa forma, foram criados ícones inspirados em trigo, cana de açúcar, café, milho, algodão, entre outros para compor a comunicação visual do andar.

O respeito ao partido arquitetônico desenvolvido pelo escritório Moema Wertheimer e o manual de sinalização da Bayer foram premissas definidas para o projeto.

Assista ao vídeo para conhecer um pouco do resultado desse projeto:

Categorias: Design, Eólica, Notícias, Projetos

Blog “My cup of book”

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Está no ar o blog My cup of books, da Renata Moritz, sobre livros conhecidos internacionalmente como “contemporary romance”.

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“Resolvi criar este espaço para compartilhar a minha alegria em descobrir, ler e falar sobre histórias românticas. Espero, de quebra, ajudar alguém a recuperar – ou adquirir – o hábito da leitura despretensiosa.” Renata

O nome foi concebido pela própria cliente, fazendo uma brincadeira com o termo em inglês “my cup of tea” que significa algo ou alguém que você gosta, que é agradável, no caso os livros.

A linguagem visual e o blog, ambos criados pela Eólica, buscaram um toque feminino e delicado, ao mesmo tempo clean e contemporâneo.

Todos os elementos do blog são inspirados em elementos de docerias, candyshops, fazendo alusão aos livros açucarados: cupcakes para avaliar os livros, pimentas para marcar os livros apimentados e até mesmo forno e forminhas para mostrar as resenhas que estão por vir.

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Conheça mais acessando: www.mycupofbook.com

Boa leitura!

 

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AdBlock e o consumo de conteúdo na internet

O blog da Eólica está com mais energia criativa!

Traremos regularmente assuntos que dizem respeito às nossas atividades: de identidade visual a branding, da interface à experiência do usuário, da pesquisa à estratégia de negócios.

Estreamos a coluna falando sobre experiência do usuário e modelo de negócios em um site já bastante conhecido por nós: o YouTube.

Anúncios no YouTube (e aqui podemos utilizá-los como uma metonímia para anúncios na internet em geral) são motivo de debate, porque ao mesmo tempo que poluem páginas e janelas de vídeo, muitas vezes são responsáveis pela própria existência do conteúdo que atrapalham.

Trata-se de uma questão de experiência do usuário: os anúncios, com destaque para os pre-rolls, que aparecem antes dos vídeos e podem ser pulados somente após 5 segundos de exibição (e ainda há casos em que essa opção não existe), quebram o fluxo de uso que se espera ter ao requisitar um conteúdo online – recebê-lo imediatamente.

Uma resposta a essas interrupções é o AdBlock – uma extensão para navegadores web que bloqueia anúncios, impedindo-os de aparecer, inclusive aqueles pre-rolls do YouTube. Ou seja, sem vídeos antecedidos ou interrompidos ou mesmo sucedidos por propagandas. Vitória do usuário?

Aparentemente sim. Entretanto, é necessário vermos também outro lado dos vídeos: as pessoas que os fazem.

No vídeo My AdBlock Rant (algo como “Minha retórica sobre o AdBlock”), Hank Green, responsável pelo canais SciShow e VlogBrothers junto com seu irmão, o escritor John Green, explica que graças aos anúncios inseridos nos vídeos, diversas pessoas hoje podem se dedicar à geração de conteúdo para o YouTube. 55% da taxa paga pelo anunciante ao Google (dono do YouTube) vai para o uploader (a pessoa que subiu o vídeo para o site), porém essa transação financeira acontece somente se o espectador assistir ao comercial por pelo menos 30 segundos.

Uma das características maravilhosas da internet – e isso dificilmente será novidade para alguém – é a possibilidade de acesso a conteúdo, em uma variedade imensa de temas e níveis de profundidade. A questão levantada pelo Hank Green é como as pessoas que consomem esse conteúdo (de vídeos de gatos fazendo gracinhas a aulas de história ou química) se relacionam com aquelas que geram esse conteúdo. Ao nos depararmos com os pre-rolls, temos duas opções: assistir a 30 segundos de anúncio e assim permitir que o uploader receba alguns centavos de dólar, ou simplesmente pulá-lo, deixando o gerador do conteúdo sem remuneração. Ativando o AdBlock, vamos direto para a segunda alternativa.

Esse dilema pode ser fruto de um sistema de receita que ainda pode ser refinado. E se eu quiser aproveitar todo esse conteúdo em vídeo do YouTube, com, por exemplo, uma aula de história sobre a Rota da Seda do canal Crash Course ou com 3 minutos sobre porque Flappy Birds fez tanto sucesso do canal SciShow, sem comerciais, mas ainda remunerar os responsáveis pelos vídeos?

A resposta pode estar em um serviço recém lançado pelos próprios irmãos Green. O Subbable é um sistema que une os interesses dos usuários e dos uploaders por meio de um sistema de assinaturas: você paga o quanto desejar por mês (ou em um pagamento único) para assinar um canal gerador de conteúdo da sua escolha e assim ter acesso a algumas prendas e, sobretudo, o conteúdo sem anúncios. Desse valor, 5% ficam para o Subbable, 5% com a Amazon, que faz a transação, e 90% vai para o gerador do conteúdo.

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Essa plataforma se difere do financiamento coletivo tradicional (como o Kickstarter ou Catarse), por permitir aos geradores de conteúdo estabelecer um planejamento de longo prazo, dadas as entradas mensais, e, tão importante quanto, permite-lhes continuar a produzir os vídeos, que permanecem com acesso livre e gratuito no YouTube.

Por mais que a internet já exista há algumas décadas, ainda há caminhos de aprendizado e desenvolvimento sendo experimentados e construídos. A geração de receita, em diversas formas, é um deles. Os anúncios no YouTube são um indicador de direção, aos quais há o antagonismo do AdBlock. Por outro lado, existem iniciativas como o Subbable, que aliam idealismo com uma base concreta de pessoas interessadas, como os mais de 20 mil assinantes que sustentam o canal Crash Course.

Depois de bastante tempo refletindo e pesquisando para escrever esse texto, desabilitei o AdBlock do meu navegador e fiz minha primeira assinatura no Subbable, animado com a perspectiva de que ainda há muito o que se explorar em questão de experiência de usuário e modelos de negócio para a internet.

 

Por Pedro Ungaretti, designer na Eólica.

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